[RESENHA]: Frankenstein - Mary Shelley
- Gislaine Molizane

- 15 de out. de 2020
- 2 min de leitura

Nota: 5/5 Editora: Nova Fronteira
Páginas: 240
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Onde encontrar: Amazon (Capa Comum)
"Os diversos incidentes da vida não são tão instáveis quanto os sentimentos humanos. Eu trabalhava arduamente durante quase dois anos, com o único objetivo de dar vida a um corpo inanimado." - P. 61

Frankenstein é considerado um clássico do terror gótico, foi publicado pela primeira vez em 1818 e escrito por Mary Shelley quando tinha apenas 19 anos.
A história é contata através das cartas do capitão Walter à sua irmã durante sua expedição em um navio, no qual ele acaba socorrendo um homem à deriva em uma balsa de gelo, esse homem é o doutor Victor Frankenstein. Victor passa a contar toda a sua história ao capitão, desde sua infância em Genebra até o que o fez chegar até ali. Com isso conhecemos o lado de Victor, sua busca pelo conhecimento, seus estudos sobre os mistérios da criação da vida, o sentimento de horror ao ter realmente conseguido dar vida à sua criação, fugindo logo em seguida, e o como sua conquista o levou a ruína.
"Seria o homem, de fato, a um tempo tão poderoso, tão virtuoso e magnífico, e ainda assim tão perverso e torpe? Parecia às vezes um mero herdeiro do princípio do mal e noutras tudo o que se pode conceber de mais nobre e divino." - P. 128
Pode-se dizer que eu acreditava conhecer Frankenstein, mas no fim das contas não sabia nada. Além da crítica à busca desenfreada pelo conhecimento, sem pensar nas consequências, o interessante da história é nos fazer refletir sobre a humanidade, se questionando muitas vezes quem realmente deveria ser considerado o monstro.
Durante a leitura, a gente chega a sentir compaixão por ambos - o criador e a criatura. Um que queria fazer a diferença na ciência mas acaba pagando um preço alto por sua criação e outro que é abandonado em um mundo desconhecido e cheio de preconceitos, no qual seu único desejo era poder se encaixar na sociedade, mas era sempre escorraçado devido à sua aparência.
"[...] Mas infelizmente têm preconceitos com relação a mim. Tenho uma índole boa; até hoje tenho levado uma vida inofensiva e, em certo nível, beneficiado outros. Mas um preconceito fatal turva-lhes os olhos, e onde deveriam ver um amigo gentil e sensível, veem apenas um monstro detestável." - P. 143
Embora seja contado através das cartas, a leitura fluiu extremamente bem, não achei a escrita complexa, e a cada página aumentava minha vontade de descobrir o que iria acontecer. Super indico! Uma boa pedida para esse mês de Halloween.











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